13/03/2026
A presença de carrapatos é uma queixa comum na rotina clínica, principalmente em cães. Muitos tutores se perguntam por que esse ectoparasita parece acometer com muito mais frequência os cães do que os gatos, especialmente quando ambos vivem no mesmo ambiente.
Essa diferença não acontece por acaso. Ela está diretamente relacionada ao comportamento, à exposição ambiental e à relação de cada espécie com o ciclo de vida dos carrapatos.
Cães: hospedeiros preferenciais e maior exposição ambiental
Os cães são considerados hospedeiros preferenciais para diversas espécies de carrapatos, especialmente aquelas adaptadas a ambientes urbanos e periurbanos. Além disso, o estilo de vida dos cães favorece o contato frequente com áreas onde esses ectoparasitas se desenvolvem.
Entre os principais fatores que aumentam o risco de infestação em cães, destacam-se:
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● acesso a quintais, jardins e áreas gramadas;
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● permanência em canis ou ambientes coletivos;
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● passeios frequentes em parques, calçadas e áreas verdes;
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● contato com outros animais parasitados.
Esses ambientes favorecem o encontro com carrapatos em diferentes fases do seu ciclo de vida, aumentando a chance de fixação no animal.
Comportamento canino e a fixação do carrapato
Outro fator importante é o comportamento de higiene. Diferentemente dos gatos, os cães não apresentam um hábito eficaz de autolimpeza capaz de remover o ectoparasita de forma consistente.
Uma vez que o carrapato entra em contato com o cão, ele tende a se fixar com facilidade e permanecer tempo suficiente para:
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● realizar a alimentação sanguínea;
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● completar parte do seu ciclo de vida;
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t● ransmitir agentes infecciosos, quando presentes.
Esse período prolongado de fixação aumenta não apenas a infestação visível, mas também o risco de doenças transmitidas por carrapatos.
Gatos: autolimpeza e menor afinidade com carrapatos
De modo geral, os gatos apresentam menor infestação por carrapatos. Isso se deve, principalmente, ao intenso comportamento de autolimpeza, característico da espécie.
O papel da autolimpeza felina
Os gatos passam uma parte significativa do dia se higienizando. Esse comportamento favorece a remoção precoce do ectoparasita, muitas vezes antes mesmo que ele consiga se fixar de forma prolongada na pele. Como resultado:
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● o carrapato é removido rapidamente;
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● o ciclo de alimentação é interrompido;
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● a infestação não se estabelece de forma evidente.
Esse hábito é um dos principais motivos pelos quais os gatos apresentam menor número de carrapatos visíveis.
Hospedeiros menos atrativos para carrapatos urbanos
Além do comportamento, os felinos não são hospedeiros preferenciais para a maioria das espécies de carrapatos associadas a ambientes urbanos. Isso reduz naturalmente a taxa de infestação quando comparados aos cães. Quando a infestação ocorre em gatos, ela geralmente está associada a:
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● acesso frequente à rua;
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● permanência em áreas rurais ou silvestres;
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● contato com ambientes altamente infestados.
Nesses casos, o risco aumenta e a presença de carrapatos deve ser investigada com atenção.
Por que essa diferença é importante na prática clínica?
Compreender por que os cães apresentam mais carrapatos do que os gatos ajuda a orientar estratégias mais eficazes de prevenção e controle. Embora os cães sejam os principais hospedeiros, isso não significa que os gatos estejam totalmente protegidos.
Ambas as espécies podem ser afetadas e, quando a infestação ocorre, há riscos importantes associados, como:
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● transmissão de agentes infecciosos;
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● inflamação local;
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● desconforto e alterações cutâneas;
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● impacto na saúde geral do animal.
Por isso, a avaliação clínica e o controle adequado de ectoparasitas devem fazer parte da rotina, independentemente da espécie.
O papel do diagnóstico e do acompanhamento
A identificação precoce de infestação por carrapatos e de possíveis agentes transmitidos por esses ectoparasitas é fundamental para orientar o manejo clínico de forma segura. O suporte laboratorial auxilia na:
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● investigação de doenças transmitidas por vetores;
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● avaliação do impacto sistêmico da infestação;
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● monitoramento da saúde do paciente ao longo do tempo.
Esse acompanhamento é especialmente importante em cães, devido à maior exposição e risco contínuo.
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Entender essas diferenças é fundamental para direcionar estratégias de prevenção, vigilância e cuidado, garantindo mais segurança e bem-estar para cães e gatos.
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