05/02/2026
Você já atendeu um gato que chegou à clínica com paralisia súbita das patas traseiras, dor intensa e tutores desesperados sem entender o que estava acontecendo? Essa cena, infelizmente, é mais comum do que gostaríamos, e muitas vezes tem um culpado silencioso: o tromboembolismo arterial felino (TEAF).
Grande parte desses casos estão associados à cardiomiopatia hipertrófica felina, em que a dilatação dos átrios e a lentidão do fluxo sanguíneo criam o cenário perfeito para a formação de trombos. O problema é que, quando esses coágulos se deslocam, o desfecho pode ser dramático, trazendo sofrimento imediato para o animal e aflição para a família.
Mas aqui está a boa notícia: esse risco não precisa ser uma surpresa. Ao solicitar exames como o coagulograma completo e a contagem plaquetária, é possível identificar precocemente o estado de hipercoagulabilidade e agir de forma preventiva. Em outras palavras, o diagnóstico certo no momento certo pode mudar totalmente a história desse paciente.
Do fluxo lento ao trombo: entenda o processo
O risco de tromboembolismo está ligado a três fatores principais: estase sanguínea, alterações na parede do coração e aumento da tendência de coagulação. Nos gatos com cardiomiopatia hipertrófica, o sangue tende a ficar mais parado nos átrios dilatados, e pequenas alterações na parede do coração podem facilitar a formação de coágulos. Além disso, alterações bioquímicas podem deixar o sangue ainda mais propenso a coagular.
Essa combinação explica por que gatos com cardiomiopatia hipertrófica felina têm maior risco de tromboembolismo arterial. Por isso, entender como funciona a coagulação e monitorar o risco é tão importante quanto cuidar do coração do animal.
Sinais que você não pode ignorar
Os sinais clínicos do tromboembolismo felino costumam aparecer de forma repentina. Muitos gatos apresentam:
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• paralisia das patas traseiras, às vezes apenas de um lado, mas na maioria das vezes em ambas;
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• dor intensa, com vocalizações fortes;
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• patas frias e sem pulso;
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• dificuldade para se locomover ou incapacidade completa de andar.
É um quadro que assusta e exige atenção imediata. Tutores atentos que conhecem o comportamento normal do gato podem perceber sinais de alerta e buscar ajuda rapidamente. Mudanças de movimento, fraqueza ou comportamento diferente são sempre motivos para uma avaliação veterinária.
Como identificar alterações de coagulação
O diagnóstico precoce das alterações de coagulação em felinos é essencial. O coagulograma completo permite avaliar se o sangue do gato está mais propenso a coagular, enquanto a contagem plaquetária verifica se as plaquetas estão em excesso ou desreguladas.
Exames de imagem, como ecocardiografia e Doppler, ajudam a detectar átrios dilatados e trombos dentro do coração, além de identificar áreas com fluxo sanguíneo mais lento.
Prevenção: o melhor caminho
A prevenção é sempre o melhor remédio. Detectar alterações de coagulação em felinos cardiopatas permite adotar medidas como:
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• uso de anticoagulantes ou antiagregantes, quando indicado;
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• monitoramento regular com exames laboratoriais e ecocardiografia;
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• orientação do tutor para reconhecer sinais de alerta e agir rapidamente.
Mesmo com prevenção, cada gato é único, e o acompanhamento contínuo é fundamental para reduzir riscos e manter o bem-estar do paciente.
O papel do tutor
O cuidado começa em casa. Tutores que observam o comportamento do gato e comunicam qualquer mudança ao veterinário fazem toda a diferença. Fadiga incomum, dificuldade de locomoção ou alterações na respiração podem indicar que algo não está bem. Com atenção e exames regulares, é possível identificar sinais precoces de risco e agir antes que um evento grave aconteça.
ZooGene, seu parceiro na saúde felina
No ZooGene, acreditamos que o diagnóstico preciso é o primeiro passo para decisões clínicas seguras. Por isso, oferecemos suporte completo para avaliação da coagulação em felinos, incluindo coagulograma, contagem plaquetária e exames complementares.
Nosso objetivo é transformar informações laboratoriais em ações concretas de cuidado, ajudando médicos-veterinários a proteger a saúde dos gatos e garantindo que cada paciente receba atenção personalizada.
As alterações de coagulação em felinos são um desafio clínico relevante, especialmente em gatos com cardiomiopatia hipertrófica. A estase sanguínea e a hipercoagulabilidade aumentam o risco de formação de trombos e de eventos graves, como o tromboembolismo arterial felino.
Com diagnóstico precoce, acompanhamento regular, prevenção ativa e atenção do tutor, é possível reduzir os riscos e oferecer mais qualidade de vida ao paciente. A prevenção, o cuidado contínuo e o suporte especializado da ZooGene são ferramentas fundamentais para garantir saúde e bem-estar aos gatos cardiopatas.
