03/02/2026
Na medicina veterinária, as transfusões sanguíneas tornaram-se um recurso terapêutico cada vez mais frequente, tanto em casos emergenciais quanto em tratamentos prolongados. No entanto, a segurança transfusional depende de uma etapa fundamental: a tipagem e a compatibilidade sanguínea entre doador e receptor.
Assim como em humanos, cães e gatos possuem diferentes grupos sanguíneos, e nem sempre animais da mesma espécie ou até da mesma raça são compatíveis entre si. Ignorar essa avaliação pode resultar em reações transfusionais graves, com risco de hemólise, choque anafilático e até óbito.
O que é a tipagem sanguínea em cães e gatos?
A tipagem sanguínea é o exame que identifica o grupo sanguíneo de um animal, determinando quais antígenos estão presentes na superfície das hemácias. Essa informação é essencial antes de qualquer transfusão, especialmente em pacientes que já receberam transfusões anteriores ou em casos de anemias graves.
Em cães
Os grupos sanguíneos caninos são classificados pelos antígenos DEA (Dog Erythrocyte Antigen). Os principais são DEA 1.1, 1.2, 3, 4, 5 e 7, sendo o DEA 1.1 o mais relevante do ponto de vista clínico.
Cães DEA 1.1 positivos só devem receber sangue de doadores também DEA 1.1 positivos. Cães DEA 1.1 negativos devem nunca receber sangue de doadores positivos, pois podem desenvolver reações hemolíticas graves em transfusões subsequentes.
Em gatos
A classificação é mais simples, mas a incompatibilidade é mais severa. Os felinos apresentam três tipos sanguíneos: A, B e AB.
Gatos do tipo A possuem anticorpos anti-B em baixo título. Gatos do tipo B possuem anticorpos anti-A em alto título, e uma transfusão incorreta pode causar hemólise aguda e fatal. Gatos AB são receptores universais, mas doadores restritos.
Por isso, a tipagem sanguínea felina deve ser obrigatória antes de qualquer transfusão, inclusive em pacientes que nunca foram transfundidos.
Compatibilidade sanguínea: a importância da prova cruzada
A prova cruzada, ou teste de compatibilidade, é o exame que avalia se há reação entre o sangue do doador e o do receptor antes da transfusão. Mesmo quando os tipos sanguíneos são compatíveis, podem existir anticorpos irregulares capazes de provocar reações transfusionais.
Existem dois tipos de prova cruzada:
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● prova cruzada maior: mistura o soro do receptor com as hemácias do doador e avalia se o receptor possui anticorpos contra o sangue do doador.
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● prova cruzada menor: mistura o soro do doador com as hemácias do receptor e avalia se o doador possui anticorpos que possam reagir com o sangue do receptor.
Um resultado incompatível indica risco elevado de hemólise, aglutinação e reações anafiláticas, sendo contraindicado o uso desse doador.
A compatibilidade sanguínea, portanto, é o último passo antes da transfusão, garantindo segurança e eficácia terapêutica.
Consequências da transfusão incompatível
Quando a tipagem ou a prova cruzada são negligenciadas, o paciente pode apresentar:
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● hemólise intravascular aguda (destruição das hemácias transfundidas)
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● choque anafilático
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● insuficiência renal aguda
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● coagulação intravascular disseminada (CIVD)
Por isso, a hemoterapia veterinária segura deve seguir os mesmos padrões de controle e rastreabilidade adotados na medicina humana.
ZooGene e HemoZoo: parceria pela segurança transfusional veterinária
O ZooGene, em parceria com o HemoZoo, oferece serviços especializados de tipagem e compatibilidade sanguínea para cães e gatos, garantindo suporte técnico e precisão diagnóstica aos médicos-veterinários.
Nossos diferenciais incluem:
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● testes moleculares e imunológicos de alta sensibilidade
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● equipamentos automatizados e controle de qualidade rigoroso
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● corpo técnico composto por veterinários, biomédicos e biólogos especializados em hemoterapia animal
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● atendimento rápido e suporte interpretativo para o clínico
Com essa parceria, o profissional tem acesso a resultados confiáveis, fundamentais para condutas transfusionais seguras e baseadas em evidência científica.
Quando solicitar tipagem e prova de compatibilidade
O médico-veterinário deve considerar a tipagem e o teste de compatibilidade sempre que:
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● o paciente for transfundido pela primeira vez
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● houver histórico de transfusões anteriores
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● existirem anemias hemolíticas, doenças infecciosas (como erliquiose ou babesiose) ou alterações imunológicas
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● o animal pertencer a banco de doadores
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● for realizada cirurgia de grande porte com risco de hemorragia
Essas medidas preventivas reduzem complicações, melhoram o prognóstico e fortalecem a prática clínica baseada em protocolos seguros.
Escolha diagnóstico certo e segurança transfusional
O ZooGene e o HemoZoo são referência em diagnóstico veterinário e hemoterapia animal, atuando lado a lado para garantir segurança, precisão e agilidade nos resultados laboratoriais.
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