05/02/2026
Receber uma solicitação de recoleta para exames bioquímicos pode gerar dúvidas tanto para profissionais da saúde quanto para pacientes. Afinal, por que repetir a coleta se o sangue já foi enviado ao laboratório? A resposta está diretamente relacionada à qualidade da amostra sanguínea e à precisão dos resultados que dependem dela.
Continue sua leitura para entender os motivos técnicos que levam à necessidade de recoleta, conhecer as principais interferências pré-analíticas laboratoriais e aprender como minimizar essas ocorrências na rotina clínica.
Por que a recoleta para exames Bioquímicos é solicitada?
As análises bioquímicas são extremamente sensíveis às características físicas e químicas da amostra. Os equipamentos automatizados utilizam métodos de colorimetria e absorbância para quantificar substâncias no sangue, e qualquer alteração na turbidez soro exames pode comprometer completamente os resultados.
Quando o laboratório solicita uma recoleta para exames bioquímicos, não se trata de excesso de rigor, mas sim de um protocolo de segurança essencial. Um resultado impreciso pode levar a diagnósticos equivocados, tratamentos inadequados e decisões clínicas baseadas em informações falsas.
Estudos demonstram que aproximadamente 70% dos erros laboratoriais ocorrem na fase pré-analítica, ou seja, antes mesmo que a amostra seja processada. As interferências pré-analíticas laboratório comprometem a confiabilidade dos exames e são a principal causa de solicitações de recoleta.
Principais interferências que exigem recoleta
Hemólise: a causa mais comum
A hemólise é a ruptura das hemácias (glóbulos vermelhos) que libera seu conteúdo intracelular no soro ou plasma. Essa é uma das principais causas de recoleta para exames bioquímicos e pode ocorrer durante a coleta, transporte ou processamento da amostra.
Consequências da hemólise
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● Aumento falso de potássio (K+): as hemácias contêm concentrações de potássio muito superiores às do plasma.
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● Elevação de enzimas como AST (TGO) e LDH.
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● Aumento da turbidez soro exames, prejudicando leituras ópticas.
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● Interferência em diversos outros analitos, incluindo magnésio e fósforo.
Principais causas de hemólise
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● Uso de agulhas muito finas (calibre inadequado).
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● Aspiração excessivamente vigorosa durante a coleta.
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● Agitação inadequada dos tubos.
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● Condições inadequadas de transporte e armazenamento.
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● Demora excessiva na centrifugação.
Lipemia: quando a gordura interfere
A lipemia ocorre quando há excesso de lipídios (gorduras) circulantes no sangue, deixando o soro com aspecto leitoso ou opaco. Essa condição é frequente em amostras coletadas sem o jejum adequado ou em pacientes com dislipidemias severas.
Impactos da lipemia
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● Dispersão da luz durante as análises, alterando a colorimetria
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● Interferência significativa em proteínas totais e albumina
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● Comprometimento de testes de bilirrubina
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● Resultados falsamente alterados em diversos parâmetros bioquímicos
Como prevenir a lipemia
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● Orientar corretamente o paciente sobre o jejum necessário.
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● Verificar o histórico de dislipidemias antes da coleta.
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● Agendar a coleta em horários que respeitem o período pós-prandial adequado.
Icterícia: a interferência cromática
A icterícia deixa o soro com coloração amarelada devido ao aumento de bilirrubina. Embora seja uma condição patológica do paciente (não um erro de coleta), ela interfere nas leituras ópticas de diversos testes.
Problemas causados pela icterícia
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● Interferência na leitura espectrofotométrica de enzimas.
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● Alteração de resultados que dependem de métodos colorimétricos.
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● Necessidade de métodos alternativos ou correções matemáticas.
Volume insuficiente: um problema subestimado
Outro motivo frequente para recoleta para exames bioquímicos é o volume inadequado de sangue coletado. Após a centrifugação, o volume de soro obtido pode ser insuficiente para realizar todos os testes solicitados, especialmente quando há múltiplos exames pedidos. Fatores que afetam o volume de soro:
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● coleta incompleta do tubo;
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● proporção inadequada entre sangue e anticoagulante;
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● formação de coágulos parciais;
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● hematócrito muito elevado (menos soro disponível).
Como minimizar a necessidade de recoleta?
Para garantir amostras de qualidade, é fundamental utilizar calibre de agulha adequado e respeitar a ordem correta de coleta dos tubos. Os tubos devem ser preenchidos até o volume recomendado pelo fabricante e homogeneizados delicadamente por inversão, nunca agitados vigorosamente. Além disso, deve-se evitar o garroteamento prolongado, que pode alterar a composição da amostra.
O transporte adequado das amostras é crucial para preservar sua integridade. As amostras devem ser mantidas em temperatura adequada, protegidas da exposição direta ao sol e de impactos ou agitação excessiva durante o deslocamento. É essencial respeitar o tempo máximo entre a coleta e o processamento laboratorial para evitar alterações nos analitos.
A preparação adequada do paciente começa com orientações claras sobre as instruções de jejum e informações sobre medicações que eventualmente devem ser suspensas. É importante também orientar sobre a hidratação adequada antes da coleta e esclarecer a importância do comparecimento no horário agendado, respeitando os tempos estabelecidos pelo protocolo do exame.
Entenda a importância da comunicação Laboratório-Clínica
Quando o laboratório solicita uma recoleta para exames bioquímicos, está cumprindo seu papel de garantir que os resultados reflitam o real estado clínico do paciente. Essa comunicação transparente entre laboratório e equipe assistencial é fundamental para a segurança do paciente.
O nosso laboratório informa claramente:
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● qual foi a interferência detectada (hemólise, lipemia, icterícia ou volume insuficiente);
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● quais testes foram afetados;
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● a urgência da recoleta;
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● orientações específicas para evitar nova interferência.
ZooGene: excelência em diagnósticos que garantem precisão e confiança
No ZooGene, cada exame é conduzido com o compromisso de oferecer resultados confiáveis e tecnicamente embasados.
Quando há necessidade de recoleta para exames bioquímicos, o objetivo não é repetir etapas, mas assegurar a qualidade da amostra e a precisão diagnóstica que orientam decisões clínicas seguras.
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