05/02/2026
A leishmaniose canina continua sendo um dos maiores desafios no diagnóstico clínico e laboratorial da medicina veterinária. Mesmo com métodos amplamente utilizados, como a sorologia, há situações em que o cão está infectado, mas apresenta resultado sorológico negativo.
Essa discrepância entre o quadro clínico e os resultados laboratoriais pode gerar incertezas e atrasar o diagnóstico. Entender o motivo dessa divergência e quando indicar exames complementares é essencial para uma conduta mais segura e assertiva.
Quando a infecção ocorre com sorologia negativa
A infecção com sorologia negativa não é incomum, especialmente nas fases iniciais da leishmaniose ou em cães imunossuprimidos. Entre as principais causas, destacam-se:
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período de janela imunológica: nas fases iniciais da infecção, o organismo ainda não produziu anticorpos suficientes para detecção pelos testes sorológicos.
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imunossupressão: doenças concomitantes, terapias imunossupressoras ou condições crônicas podem comprometer a resposta imune e resultar em falsos negativos.
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variações individuais: alguns cães desenvolvem resposta predominantemente celular, com baixa produção de anticorpos, o que também reduz a sensibilidade dos testes sorológicos.
Esses fatores tornam evidente que o resultado negativo não exclui infecção ativa e reforçam a necessidade de interpretar o exame dentro do contexto clínico e epidemiológico do paciente.
A importância da correlação clínica e laboratorial
Para o médico-veterinário, o desafio está em reconhecer que a sorologia negativa não encerra o processo diagnóstico. A conduta mais adequada envolve correlacionar:
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● sinais clínicos: perda de peso, dermatopatias, crescimento ungueal, linfadenomegalia, apatia, anemia e alterações oculares são indicativos de alerta.
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● histórico epidemiológico: exposição em áreas endêmicas ou convívio com animais positivos aumentam a probabilidade de infecção.
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● resultados laboratoriais complementares: alterações hematológicas e bioquímicas, associadas a testes moleculares, ajudam a confirmar a suspeita.
O raciocínio clínico integrado é indispensável para evitar falsos negativos e garantir um diagnóstico preciso em cães.
PCR para leishmaniose: o exame de escolha nesses casos
Quando há suspeita clínica e o resultado sorológico é negativo, o PCR para leishmaniose é o exame complementar mais indicado. A técnica detecta o DNA do parasita Leishmania spp. em amostras biológicas, permitindo confirmar a infecção mesmo antes da produção de anticorpos.
As amostras comumente utilizadas incluem:
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● medula óssea: maior sensibilidade por apresentar alta carga parasitária;
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● linfonodos: alternativa útil em cães com aumento ganglionar;
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● fragmentos de órgãos
O diagnóstico molecular veterinário é altamente sensível e específico, auxiliando não apenas na confirmação da doença, mas também no monitoramento terapêutico, ao identificar a redução da carga parasitária durante o tratamento.
Vantagens do diagnóstico molecular
O uso de técnicas moleculares representa um avanço importante para a prática clínica.
Entre os principais benefícios do PCR na rotina veterinária, destacam-se:
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● alta sensibilidade em infecções recentes ou subclínicas;
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● especificidade para espécies do gênero Leishmania;
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● aplicabilidade em diferentes tipos de amostras;
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● rapidez nos resultados, permitindo decisões clínicas mais ágeis;
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● monitoramento de resposta terapêutica, evitando recidivas silenciosas.
Essas características tornam o PCR indispensável em casos de leishmaniose com sorologia negativa, garantindo precisão diagnóstica e segurança no manejo clínico.
Interpretação responsável dos resultados
Cabe ao médico-veterinário interpretar os exames de forma crítica. Um resultado negativo não elimina a necessidade de acompanhamento clínico e, em muitos casos, a repetição dos testes pode ser necessária.
É importante considerar também a variabilidade entre métodos sorológicos, testes rápidos, ELISA e RIFI, possuem sensibilidades diferentes e podem ser influenciados pela fase da doença, tipo de amostra e técnica laboratorial.
Por isso, a parceria com laboratórios veterinários especializados é fundamental para garantir resultados consistentes e suporte técnico adequado para a interpretação.
Casos clínicos que merecem atenção
O veterinário deve suspeitar de infecção com sorologia negativa sempre que:
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● o paciente apresentar sinais clínicos compatíveis com leishmaniose, sem outro diagnóstico conclusivo;
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● residir ou frequentar áreas endêmicas;
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● houver histórico de contato com outros cães positivos;
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● o animal for imunossuprimido ou estiver em tratamento com corticoides.
Nessas situações, a realização do PCR para leishmaniose e outros exames laboratoriais veterinários é recomendada para evitar atrasos no diagnóstico e garantir o início precoce do tratamento.
O papel do ZooGene na rotina clínica
O ZooGene oferece suporte completo ao médico-veterinário na investigação da leishmaniose canina, com exames moleculares de alta precisão, tecnologia avançada e equipe técnica especializada.
Os testes de diagnóstico molecular veterinário realizados pelo laboratório são desenvolvidos com rigor técnico, garantindo resultados confiáveis para auxiliar na tomada de decisão clínica.
Além do PCR para leishmaniose, o ZooGene disponibiliza uma ampla linha de exames laboratoriais complementares, permitindo uma abordagem integrada entre clínica e diagnóstico.
Quando aliado à observação clínica e à análise epidemiológica, proporciona um diagnóstico preciso em cães e orienta condutas terapêuticas mais eficazes.
No ZooGene, entendemos que cada diagnóstico é uma responsabilidade compartilhada. Entre em contato conosco e descubra como a tecnologia molecular pode potencializar sua prática clínica.
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