05/02/2026
Em muitos casos de triagem sorológica, o resultado 1:40 para leishmaniose gera dúvidas na interpretação clínica. Esse título, obtido pela Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), é considerado limítrofe e não permite confirmar nem descartar a infecção por Leishmania spp.
Para o médico-veterinário, compreender as nuances desse resultado é fundamental para conduzir o caso de forma segura, evitando diagnósticos equivocados e decisões terapêuticas precipitadas.
O ZooGene, referência em diagnóstico molecular veterinário, explica a seguir como interpretar corretamente esse achado e quais estratégias laboratoriais podem complementar a investigação.
Interpretação do exame RIFI para leishmaniose
A RIFI é um método sorológico que detecta anticorpos específicos anti-Leishmania spp.. Os resultados são expressos em títulos de diluição, indicando a concentração de anticorpos presentes na amostra.
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● Títulos ≥1:80 são considerados reativos, sugerindo exposição significativa ao agente.
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● Títulos ≤1:20 são considerados não reativos.
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● O título 1:40 situa-se na zona cinzenta, em que há resposta imunológica mínima, podendo representar:
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fase inicial da infecção (antes da soroconversão plena);
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infecção subclínica ou autolimitante;
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interferência de co-infecções (ex.: Ehrlichia canis, Babesia canis);
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variações imunológicas individuais.
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Por essa razão, o resultado 1:40 é interpretado como indeterminado e requer monitoramento sorológico e, idealmente, confirmação molecular quando o quadro clínico se mostra compatível com a doença.
Limitações da sorologia e necessidade de testes complementares
Embora a RIFI seja amplamente utilizada por sua sensibilidade e praticidade, ela apresenta limitações inerentes à resposta imune do hospedeiro.
Anticorpos podem:
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● demorar a ser detectados nas fases iniciais da doença;
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● persistir mesmo após a resolução da infecção em níveis mais altos;
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● sofrer interferência cruzada com outros agentes.
Dessa forma, o resultado 1:40 para leishmaniose deve ser interpretado no contexto clínico-epidemiológico e preferencialmente confirmado por métodos que detectem o agente etiológico diretamente, como a PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) e exames parasitológicos.
Associação da sorologia + parasitológico e biologia molecular: o padrão-ouro em diagnóstico de leishmaniose
A combinação entre sorologia e PCR oferece maior acurácia diagnóstica:
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● RIFI → evidencia resposta imune do hospedeiro;
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● PCR → identifica material genético da Leishmania spp. diretamente nas amostras clínicas.
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● Métodos parasitológicos ( citologia / histologia): identifica as formas parasitárias da Leishmania spp. em visualização direta.
O uso conjunto desses métodos é especialmente indicado em:
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● casos com títulos baixos ou limítrofes (1:40);
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● suspeitas clínicas com sorologia negativa inicial;
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● acompanhamento de animais tratados, avaliando persistência ou eliminação do parasita;
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● programas de triagem em áreas endêmicas.
No ZooGene, a PCR é realizada com tecnologia automatizada, garantindo alta sensibilidade e especificidade na detecção do DNA do parasito, reduzindo significativamente o risco de falsos negativos.
Conduta recomendada diante de um resultado 1:40
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● Repetir a sorologia em 30 a 60 dias, observando possível elevação do título (soroconversão).
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● Associar exame molecular (PCR) e parasitológico para confirmação direta do parasita.
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● Correlacionar os achados laboratoriais com os sinais clínicos, histórico epidemiológico e exames complementares (hemograma, bioquímica sérica, proteinograma, citologia, histopatologia etc.).
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● Registrar e monitorar a evolução do título ao longo do tempo, especialmente em animais assintomáticos ou expostos.
Essa conduta garante maior segurança diagnóstica e permite tomada de decisão baseada em evidências.
Diagnóstico confiável é com o ZooGene
O ZooGene é um dos principais laboratórios veterinários do Brasil, especializado em análises clínicas e moleculares de alta complexidade.
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● controle rigoroso de qualidade e rastreabilidade dos resultados.
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