A interpretação correta do hemograma é uma das ferramentas mais valiosas na rotina veterinária, especialmente quando se trata de felinos, espécie que apresenta particularidades hematológicas únicas. Entre os parâmetros mais importantes para compreender a função da medula óssea e a origem das anemias estão os reticulócitos, células jovens precursoras das hemácias
Embora sejam avaliados em diversas espécies, os gatos têm características exclusivas no processo de maturação eritrocitária, o que torna fundamental entender como os reticulócitos se apresentam, quanto tempo permanecem na circulação e quais deles realmente indicam regeneração.
Os reticulócitos são eritrócitos jovens que ainda contêm quantidades variáveis de RNA ribossômico residual. Esse RNA pode ser corado e visualizado, permitindo identificar se a célula ainda está em fase final de maturação.
Na fisiologia felina, o tempo de maturação no sangue é mais prolongado do que em cães, o que leva à presença constante de determinadas formas de reticulócitos mesmo em animais totalmente saudáveis. Essa peculiaridade torna ainda mais importante interpretar corretamente seus tipos e quantidades.
Uma das particularidades mais marcantes nos gatos é a presença de dois tipos distintos de reticulócitos: os agregados e os pontilhados. Essa distinção não é apenas uma curiosidade biológica, é um ponto-chave que determina como interpretar anemias em felinos.
1. Reticulócitos agregados: o verdadeiro marcador de regeneração
Os reticulócitos agregados são as formas mais imaturas. Eles apresentam grandes aglomerados de RNA ribossômico, que se destacam facilmente na coloração supravital.
Principais características:
● permanecem na circulação por 12 a 24 horas.
● indicam regeneração recente da medula óssea.
● aumentam rapidamente em quadros de anemia hemolítica, hemorrágica ou qualquer situação que exija resposta acelerada da medula.
Por serem tão jovens e durarem pouco no sangue periférico, eles são os únicos valores confiáveis para avaliar a regeneração verdadeira em felinos.
2. Reticulócitos pontilhados: parte da fisiologia normal do gato
Os reticulócitos pontilhados são formas mais maduras, com pequenas partículas de RNA dispersas dentro da célula. Eles podem permanecer na circulação por 10 a 14 dias, mesmo sem anemia.
Por isso:
● sua presença isolada não indica regeneração ativa.
● eles refletem apenas o processo normal de maturação dos eritrócitos.
● gatos saudáveis apresentam pontilhados em níveis variáveis o tempo todo.
Assim, não se deve utilizar a contagem total de reticulócitos como parâmetro regenerativo na espécie, e sim apenas os agregados.
A distinção entre reticulócitos agregados e pontilhados é um dos detalhes hematológicos mais críticos na medicina felina. Usar valores totais pode levar a erros clínicos sérios, como diagnosticar uma anemia como regenerativa quando ela não é, ou o oposto.
Essa análise guiada aumenta a precisão diagnóstica e a confiança do veterinário no manejo clínico do paciente.
A contagem de reticulócitos é extremamente útil em diferentes situações clínicas, como:
● suspeita de anemia hemolítica.
● perdas sanguíneas agudas.
● hemoparasitoses, como Mycoplasma haemofelis.
● doença renal crônica (DRC), geralmente acompanhada de resposta medular reduzida.
● processos inflamatórios crônicos.
● investigações de mielopatias, hipoplasia medular ou mielossupressão.
● acompanhamento de terapias estimulantes da eritropoese.
Em todas essas condições, saber se a medula óssea está respondendo adequadamente é decisivo para o prognóstico.
A identificação dos reticulócitos envolve métodos de laboratório específicos. O ZooGene utiliza tecnologias de alta precisão para garantir resultados confiáveis ao médico-veterinário.
1. Coloração supravital
Método clássico, utilizando corantes como azul de cresil brilhante, que destacam o RNA ribossômico e permitem distinguir agregados de pontilhados.
2. Equipamentos automatizados
Hematologia de última geração analisa parâmetros por fluorescência e intensidade de sinal, oferecendo rapidez, consistência e alto grau de padronização.
A automação é uma das principais aliadas na padronização e segurança dos resultados, um compromisso permanente do ZooGene.
Aumento de reticulócitos agregados indica:
● Anemia regenerativa
● Hemorragia aguda
● Hemólise
● Resposta positiva a terapias de estímulo eritropoiético
● Recuperação após tratamento de hemoparasitoses
Baixa ou ausência de reticulócitos agregados sugere:
Anemia não regenerativa
Doenças da medula óssea (mielofibrose, hipoplasia, infiltrações neoplásicas)
Inflamação crônica severa
Deficiência de eritropoetina (comum em DRC)
Deficiências nutricionais importantes
A análise isolada dos reticulócitos já fornece informações valiosas, mas ganha ainda mais força quando combinada com o hemograma completo, perfil bioquímico e histórico clínico do paciente.
A contagem de reticulócitos agregados é uma ferramenta poderosa na medicina felina.
Ela permite que o médico-veterinário:
● compreenda a fisiologia da anemia;
● diferencie quadros regenerativos de não regenerativos com segurança;
● identifique respostas terapêuticas;
● estabeleça condutas mais eficientes e personalizadas;
● acompanhe a evolução clínica com maior previsibilidade.
Em um cenário onde pequenas variações podem mudar completamente o diagnóstico, interpretar reticulócitos corretamente é indispensável.
Entender o comportamento dos reticulócitos em felinos é essencial para interpretar corretamente o hemograma e avaliar a função da medula óssea. A diferenciação entre agregados e pontilhados evita erros diagnósticos e garante uma leitura precisa da resposta eritropoiética.
No dia a dia clínico, essa análise se torna um guia confiável para direcionar decisões, terapias e acompanhar a evolução do paciente.
O ZooGene, referência nacional em análises veterinárias, oferece exames hematológicos completos, tecnologia avançada, automação de ponta e uma equipe multidisciplinar altamente qualificada, garantindo ao veterinário resultados precisos, consistentes e seguros para apoiar diagnósticos eficazes.
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Serviços oferecidos: exames laboratoriais, sexagem de aves, acompanhamento clínico de pets, resultados rápidos e confiáveis.
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O Carnaval é um período marcado por mudanças na rotina, maior circulação de pessoas, festas, viagens e estímulos sonoros intensos. Para cães e gatos, esse cenário pode representar desafios importantes à saúde física e ao bem-estar emocional.
Enquanto tutores aproveitam os dias de folia, os pets podem ser impactados por alterações no ambiente, exposição a ruídos excessivos, ingestão de alimentos inadequados e quebra da rotina alimentar e hídrica. Por isso, atenção e planejamento fazem toda a diferença para atravessar esse período com segurança.
Mudanças bruscas na rotina são um dos principais fatores de estresse para cães e gatos. Durante o Carnaval, é comum observar:
● aumento do barulho devido a festas e fogos;
● maior fluxo de pessoas e aglomerações;
● viagens ou hospedagens temporárias;
● alterações nos horários de alimentação e passeios.
Esses fatores, isolados ou combinados, podem desencadear alterações comportamentais e fisiológicas, especialmente em animais mais sensíveis ou com condições de saúde pré-existentes.
O estresse é uma resposta fisiológica do organismo frente a estímulos intensos ou desconhecidos. Em cães e gatos, ele pode se manifestar de diferentes formas.
Os sinais mais observados incluem:
● agitação ou apatia;
● vocalizações excessivas;
● alterações no apetite;
● comportamentos destrutivos;
● distúrbios gastrointestinais associados ao estresse.
Os gatos tendem a reagir de forma mais silenciosa, o que pode dificultar a identificação do problema. Alterações comuns incluem:
● redução da ingestão de água e alimento;
● isolamento;
● eliminação inadequada;
● aumento do risco de episódios de cistite idiopática felina, frequentemente associada ao estresse ambiental.
Essas manifestações reforçam a importância de manter ambientes previsíveis e tranquilos sempre que possível.
Durante confraternizações, aumenta o risco de ingestão acidental de alimentos inadequados para pets. Restos de comida deixados ao alcance dos animais podem resultar em quadros de intoxicação ou distúrbios gastrointestinais. Entre os principais riscos, destacam-se:
● doces e chocolates, que contêm substâncias tóxicas para cães;
● bebidas alcoólicas, que podem causar intoxicações graves;
● alimentos gordurosos, associados a episódios de pancreatite, especialmente em cães;
● temperos e condimentos inadequados ao sistema digestivo dos pets.
A orientação é manter os animais afastados das áreas de alimentação e reforçar o cuidado com resíduos durante festas e reuniões.
Muitos tutores aproveitam o feriado para viajar, levando seus pets ou deixando-os em hospedagens temporárias. Nessas situações, alguns cuidados são essenciais para reduzir riscos. É importante garantir:
● ambiente seguro e tranquilo;
● hidratação adequada;
● alimentação regular, sem mudanças bruscas;
● identificação do animal com plaquetas e informações atualizadas;
● atenção especial a pets com doenças crônicas, que podem descompensar com alterações na rotina.
Sempre que possível, manter objetos familiares, como camas ou brinquedos, ajuda a reduzir o estresse durante a adaptação.
Durante o Carnaval, qualquer mudança persistente no comportamento, no apetite ou nas eliminações deve ser observada com cuidado. Sinais gastrointestinais, urinários ou comportamentais não devem ser subestimados, especialmente quando associados ao estresse ou à ingestão inadequada de alimentos.
A identificação precoce dessas alterações contribui para intervenções mais rápidas e para a preservação da saúde dos pets.
A melhor forma de proteger cães e gatos durante o Carnaval é a prevenção. Informação de qualidade permite que tutores antecipem riscos, façam ajustes simples na rotina e evitem situações que possam comprometer o bem-estar dos animais.
Medidas preventivas reduzem a necessidade de intervenções emergenciais e contribuem para um período mais tranquilo tanto para os pets quanto para suas famílias.
O Carnaval pode ser um período de diversão para as pessoas, mas exige cuidado redobrado com cães e gatos. Estresse, alimentação inadequada e mudanças na rotina são fatores que impactam diretamente a saúde dos pets.
O ZooGene atua ao lado da clínica veterinária, promovendo informação, prevenção e diagnóstico de qualidade. Com exames laboratoriais confiáveis, tecnologia e equipe especializada, o laboratório contribui para a identificação precoce de alterações clínicas e para decisões mais seguras.
Cuidar da saúde dos pets também passa por orientação adequada e atenção aos detalhes, especialmente em períodos de maior exposição a riscos.
Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível atravessar esse período com mais segurança e tranquilidade. Entre em contato com nossos especialistas e saiba mais.
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O sangue é um tecido complexo, formado por células e uma porção líquida rica em proteínas, hormônios, eletrólitos e outros componentes essenciais. Ao realizar exames laboratoriais, é fundamental compreender as diferenças entre soro e plasma, pois a escolha correta da amostra é determinante para a precisão dos resultados e para a interpretação clínica segura.
Embora ambos sejam obtidos a partir da coleta sanguínea, soro e plasma diferem na presença de fatores de coagulação e na forma de preparo. Entender essas diferenças ajuda veterinários e laboratoristas a selecionar o material adequado para cada tipo de exame.
Plasma: o sangue antes da coagulação
O plasma é a fração líquida do sangue que ainda contém fatores de coagulação ativos. Para obtê-lo, o sangue é coletado em tubos com anticoagulante, como EDTA, citrato ou heparina, que impedem a coagulação durante o processamento.
● contém todas as proteínas plasmáticas, incluindo fibrinogênio e fatores de coagulação;
● representa o sangue antes da coagulação;
● é essencial para exames que dependem de fatores de coagulação ativos, como testes de hemostasia, fibrinogênio e tempos de protrombina e tromboplastina parcial ativada;
● pode ser utilizado quando se deseja avaliar todas as proteínas plasmáticas de forma íntegra.
O plasma é, portanto, indicado sempre que a análise depender da presença de fatores de coagulação ou quando se busca uma visão completa das proteínas circulantes.
O soro é obtido após a coagulação do sangue, quando o coágulo é removido por centrifugação. Durante esse processo, o fibrinogênio e outros fatores de coagulação são consumidos, mas a maioria das proteínas plasmáticas, eletrólitos e hormônios permanece intacta.
● não contém fibrinogênio nem fatores de coagulação consumidos;
● mantém proteínas plasmáticas, hormônios e eletrólitos;
● ideal para exames bioquímicos, hormonais e serológicos;
● evita interferência de anticoagulantes nos reagentes e parâmetros medidos.
O soro é a escolha preferida em grande parte dos exames laboratoriais clínicos, pois fornece resultados confiáveis sem interferência química.
A escolha do material correto depende do exame solicitado:
● exames de coagulação, fibrinogênio ou provas de hemostasia → plasma;
● exames bioquímicos, hormonais e serológicos → soro.
Compreender essas diferenças é essencial para garantir a precisão dos resultados, evitar interferências pré-analíticas e apoiar diagnósticos veterinários mais confiáveis.
No ZooGene, a coleta e o processamento de amostras seguem protocolos rigorosos, garantindo a escolha correta entre soro e plasma de acordo com o exame solicitado.
Com tecnologia avançada, automação de ponta e equipe especializada, O ZooGene assegura:
● resultados precisos e confiáveis;
● interpretação segura dos exames;
● seu suporte completo ao médico-veterinário na rotina clínica.
Entender a diferença entre soro e plasma é mais do que conhecimento técnico: é uma etapa fundamental para garantir a confiabilidade dos exames laboratoriais e a segurança no diagnóstico veterinário.
O ZooGene oferece suporte completo, desde a coleta até a interpretação dos resultados, garantindo que cada análise seja realizada com qualidade e precisão, auxiliando médicos-veterinários a tomar decisões clínicas mais assertivas e confiáveis.
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Na medicina veterinária, as transfusões sanguíneas tornaram-se um recurso terapêutico cada vez mais frequente, tanto em casos emergenciais quanto em tratamentos prolongados. No entanto, a segurança transfusional depende de uma etapa fundamental: a tipagem e a compatibilidade sanguínea entre doador e receptor.
Assim como em humanos, cães e gatos possuem diferentes grupos sanguíneos, e nem sempre animais da mesma espécie ou até da mesma raça são compatíveis entre si. Ignorar essa avaliação pode resultar em reações transfusionais graves, com risco de hemólise, choque anafilático e até óbito.
A tipagem sanguínea é o exame que identifica o grupo sanguíneo de um animal, determinando quais antígenos estão presentes na superfície das hemácias. Essa informação é essencial antes de qualquer transfusão, especialmente em pacientes que já receberam transfusões anteriores ou em casos de anemias graves.
Os grupos sanguíneos caninos são classificados pelos antígenos DEA (Dog Erythrocyte Antigen). Os principais são DEA 1.1, 1.2, 3, 4, 5 e 7, sendo o DEA 1.1 o mais relevante do ponto de vista clínico.
Cães DEA 1.1 positivos só devem receber sangue de doadores também DEA 1.1 positivos. Cães DEA 1.1 negativos devem nunca receber sangue de doadores positivos, pois podem desenvolver reações hemolíticas graves em transfusões subsequentes.
A classificação é mais simples, mas a incompatibilidade é mais severa. Os felinos apresentam três tipos sanguíneos: A, B e AB.
Gatos do tipo A possuem anticorpos anti-B em baixo título. Gatos do tipo B possuem anticorpos anti-A em alto título, e uma transfusão incorreta pode causar hemólise aguda e fatal. Gatos AB são receptores universais, mas doadores restritos.
Por isso, a tipagem sanguínea felina deve ser obrigatória antes de qualquer transfusão, inclusive em pacientes que nunca foram transfundidos.
A prova cruzada, ou teste de compatibilidade, é o exame que avalia se há reação entre o sangue do doador e o do receptor antes da transfusão. Mesmo quando os tipos sanguíneos são compatíveis, podem existir anticorpos irregulares capazes de provocar reações transfusionais.
Existem dois tipos de prova cruzada:
● prova cruzada maior: mistura o soro do receptor com as hemácias do doador e avalia se o receptor possui anticorpos contra o sangue do doador.
● prova cruzada menor: mistura o soro do doador com as hemácias do receptor e avalia se o doador possui anticorpos que possam reagir com o sangue do receptor.
Um resultado incompatível indica risco elevado de hemólise, aglutinação e reações anafiláticas, sendo contraindicado o uso desse doador.
A compatibilidade sanguínea, portanto, é o último passo antes da transfusão, garantindo segurança e eficácia terapêutica.
Consequências da transfusão incompatível
Quando a tipagem ou a prova cruzada são negligenciadas, o paciente pode apresentar:
● hemólise intravascular aguda (destruição das hemácias transfundidas)
● choque anafilático
● insuficiência renal aguda
● coagulação intravascular disseminada (CIVD)
Por isso, a hemoterapia veterinária segura deve seguir os mesmos padrões de controle e rastreabilidade adotados na medicina humana.
O ZooGene, em parceria com o HemoZoo, oferece serviços especializados de tipagem e compatibilidade sanguínea para cães e gatos, garantindo suporte técnico e precisão diagnóstica aos médicos-veterinários.
Nossos diferenciais incluem:
● testes moleculares e imunológicos de alta sensibilidade
● equipamentos automatizados e controle de qualidade rigoroso
● corpo técnico composto por veterinários, biomédicos e biólogos especializados em hemoterapia animal
● atendimento rápido e suporte interpretativo para o clínico
Com essa parceria, o profissional tem acesso a resultados confiáveis, fundamentais para condutas transfusionais seguras e baseadas em evidência científica.
O médico-veterinário deve considerar a tipagem e o teste de compatibilidade sempre que:
● o paciente for transfundido pela primeira vez
● houver histórico de transfusões anteriores
● existirem anemias hemolíticas, doenças infecciosas (como erliquiose ou babesiose) ou alterações imunológicas
● o animal pertencer a banco de doadores
● for realizada cirurgia de grande porte com risco de hemorragia
Essas medidas preventivas reduzem complicações, melhoram o prognóstico e fortalecem a prática clínica baseada em protocolos seguros.
O ZooGene e o HemoZoo são referência em diagnóstico veterinário e hemoterapia animal, atuando lado a lado para garantir segurança, precisão e agilidade nos resultados laboratoriais.
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Em muitos casos de triagem sorológica, o resultado 1:40 para leishmaniose gera dúvidas na interpretação clínica. Esse título, obtido pela Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), é considerado limítrofe e não permite confirmar nem descartar a infecção por Leishmania spp.
Para o médico-veterinário, compreender as nuances desse resultado é fundamental para conduzir o caso de forma segura, evitando diagnósticos equivocados e decisões terapêuticas precipitadas.
O ZooGene, referência em diagnóstico molecular veterinário, explica a seguir como interpretar corretamente esse achado e quais estratégias laboratoriais podem complementar a investigação.
A RIFI é um método sorológico que detecta anticorpos específicos anti-Leishmania spp.. Os resultados são expressos em títulos de diluição, indicando a concentração de anticorpos presentes na amostra.
● Títulos ≥1:80 são considerados reativos, sugerindo exposição significativa ao agente.
● Títulos ≤1:20 são considerados não reativos.
● O título 1:40 situa-se na zona cinzenta, em que há resposta imunológica mínima, podendo representar:
fase inicial da infecção (antes da soroconversão plena);
infecção subclínica ou autolimitante;
interferência de co-infecções (ex.: Ehrlichia canis, Babesia canis);
variações imunológicas individuais.
Por essa razão, o resultado 1:40 é interpretado como indeterminado e requer monitoramento sorológico e, idealmente, confirmação molecular quando o quadro clínico se mostra compatível com a doença.
Embora a RIFI seja amplamente utilizada por sua sensibilidade e praticidade, ela apresenta limitações inerentes à resposta imune do hospedeiro.
Anticorpos podem:
● demorar a ser detectados nas fases iniciais da doença;
● persistir mesmo após a resolução da infecção em níveis mais altos;
● sofrer interferência cruzada com outros agentes.
Dessa forma, o resultado 1:40 para leishmaniose deve ser interpretado no contexto clínico-epidemiológico e preferencialmente confirmado por métodos que detectem o agente etiológico diretamente, como a PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) e exames parasitológicos.
A combinação entre sorologia e PCR oferece maior acurácia diagnóstica:
● RIFI → evidencia resposta imune do hospedeiro;
● PCR → identifica material genético da Leishmania spp. diretamente nas amostras clínicas.
● Métodos parasitológicos ( citologia / histologia): identifica as formas parasitárias da Leishmania spp. em visualização direta.
O uso conjunto desses métodos é especialmente indicado em:
● casos com títulos baixos ou limítrofes (1:40);
● suspeitas clínicas com sorologia negativa inicial;
● acompanhamento de animais tratados, avaliando persistência ou eliminação do parasita;
● programas de triagem em áreas endêmicas.
No ZooGene, a PCR é realizada com tecnologia automatizada, garantindo alta sensibilidade e especificidade na detecção do DNA do parasito, reduzindo significativamente o risco de falsos negativos.
● Associar exame molecular (PCR) e parasitológico para confirmação direta do parasita.
● Correlacionar os achados laboratoriais com os sinais clínicos, histórico epidemiológico e exames complementares (hemograma, bioquímica sérica, proteinograma, citologia, histopatologia etc.).
● Registrar e monitorar a evolução do título ao longo do tempo, especialmente em animais assintomáticos ou expostos.
Essa conduta garante maior segurança diagnóstica e permite tomada de decisão baseada em evidências.
Diagnóstico confiável é com o ZooGene
O ZooGene é um dos principais laboratórios veterinários do Brasil, especializado em análises clínicas e moleculares de alta complexidade.
Oferecemos:
● equipamentos automatizados em todas as etapas do processo;
● protocolos validados e atualizados segundo padrões internacionais;
● equipe técnica composta por veterinários, biomédicos e biólogos especializados;
● controle rigoroso de qualidade e rastreabilidade dos resultados.
Com a experiência do ZooGene, o médico-veterinário tem à disposição ferramentas diagnósticas confiáveis para conduzir casos suspeitos de leishmaniose canina e felina com segurança e embasamento técnico.
O ZooGene é o seu parceiro em diagnóstico veterinário de precisão. Encaminhe suas amostras e conte com nossa estrutura para exames sorológicos e moleculares, incluindo RIFI, PCR, exames parasitológico e painéis completos para doenças infecciosas.
Entre em contato com o ZooGene e solicite o envio de amostras.
Resultados confiáveis, suporte técnico e compromisso com a qualidade.
O exame da medula óssea é uma ferramenta diagnóstica de grande valor na medicina veterinária, especialmente nos casos em que alterações hematológicas persistem sem causa aparente. Apesar de ainda gerar dúvidas ou receios, trata-se de um procedimento seguro, altamente informativo e, muitas vezes, decisivo para a elucidação diagnóstica.
A medula óssea é o principal órgão hematopoiético do organismo, responsável pela produção das células sanguíneas, hemácias, leucócitos e plaquetas. Qualquer alteração nesse processo pode refletir diretamente nos resultados do hemograma, tornando a avaliação medular fundamental quando o exame sanguíneo não é suficiente para explicar o quadro clínico do paciente.
A principal indicação para a realização do exame de medula óssea é a presença de alterações hematológicas persistentes ou inexplicadas, especialmente quando não respondem às abordagens iniciais ou não possuem causa evidente.
Entre as principais indicações, destacam-se:
● neutropenia persistente ou recorrente;
● trombocitopenia sem causa definida;
● anemia pouco regenerativa ou não regenerativa;
● pancitopenia;
● leucocitose ou leucopenia de origem indeterminada;
● suspeita de falha ou supressão medular.
Nesses cenários, o exame permite diferenciar se a alteração é decorrente de um problema de produção na medula óssea ou de fatores periféricos, como destruição ou consumo aumentado das células.
Além das alterações quantitativas das células sanguíneas, o exame de medula óssea é indispensável na investigação de neoplasias hematopoiéticas. Ele auxilia no diagnóstico, estadiamento e acompanhamento de diversas doenças onco-hematológicas.
Entre as principais condições avaliadas por meio do exame medular, incluem-se:
● linfomas, especialmente nos casos com infiltração medular;
● leucemias agudas e crônicas;
● mieloma múltiplo;
● mastocitomas sistêmicos;
● síndromes mielodisplásicas.
A análise citológica da medula óssea permite identificar alterações na maturação celular, presença de células neoplásicas e distúrbios na relação entre as diferentes linhagens hematopoiéticas.
Outro aspecto importante do exame de medula óssea é a avaliação das reservas de ferro do organismo. Embora exames séricos possam sugerir alterações no metabolismo do ferro, a medula óssea é considerada o local de referência para a avaliação direta desse mineral.
A identificação de reservas adequadas, reduzidas ou ausentes auxilia na diferenciação entre:
● anemia ferropriva;
● anemia de doença crônica;
● anemias associadas a processos inflamatórios ou neoplásicos.
Essa informação é essencial para direcionar corretamente a conduta terapêutica e evitar suplementações inadequadas.
O exame de medula óssea também desempenha papel fundamental no diagnóstico de doenças infecciosas sistêmicas, especialmente aquelas com tropismo pelo sistema mononuclear fagocitário.
Entre os agentes infecciosos mais comumente identificados na medula óssea, destaca-se:
● Leishmania spp.
A medula óssea é um dos tecidos de eleição para a detecção desse agente, sendo uma ferramenta valiosa no diagnóstico confirmatório da leishmaniose visceral canina, principalmente em casos com sorologia inconclusiva ou sinais clínicos inespecíficos.
Além disso, outros agentes infecciosos podem ser identificados incidentalmente durante a análise citológica.
As contraindicações para o exame de medula óssea são poucas e, na maioria das vezes, relativas. Com a avaliação prévia do estado clínico do animal e a escolha adequada do local de coleta, o procedimento apresenta baixo risco.
Quando realizado por profissionais capacitados, os benefícios diagnósticos superam amplamente os riscos, especialmente em casos complexos que desafiam o diagnóstico clínico e laboratorial convencional.
A interpretação do exame de medula óssea exige conhecimento técnico e experiência em hematologia veterinária. A análise deve sempre ser correlacionada com o hemograma, exames complementares e o quadro clínico do paciente.
No ZooGene, o exame de medula óssea é realizado e interpretado por uma equipe especializada, garantindo laudos precisos e suporte científico ao médico-veterinário. Essa abordagem integrada permite transformar achados laboratoriais em diagnósticos seguros e decisões clínicas mais assertivas.
O exame de medula óssea é um aliado indispensável na investigação de distúrbios hematológicos persistentes, neoplasias hematopoiéticas e doenças infecciosas sistêmicas. Sua realização permite compreender a origem das alterações sanguíneas e direcionar de forma adequada o diagnóstico e o tratamento.
Quando o hemograma não responde a todas as perguntas, a medula óssea oferece respostas valiosas.
Sexta também é dia! Um excelente dia de trabalho a todos!
Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), está estimado uma