O sangue é um tecido complexo, formado por células e uma porção líquida rica em proteínas, hormônios, eletrólitos e outros componentes essenciais. Ao realizar exames laboratoriais, é fundamental compreender as diferenças entre soro e plasma, pois a escolha correta da amostra é determinante para a precisão dos resultados e para a interpretação clínica segura.
Embora ambos sejam obtidos a partir da coleta sanguínea, soro e plasma diferem na presença de fatores de coagulação e na forma de preparo. Entender essas diferenças ajuda veterinários e laboratoristas a selecionar o material adequado para cada tipo de exame.
Plasma: o sangue antes da coagulação
O plasma é a fração líquida do sangue que ainda contém fatores de coagulação ativos. Para obtê-lo, o sangue é coletado em tubos com anticoagulante, como EDTA, citrato ou heparina, que impedem a coagulação durante o processamento.
● contém todas as proteínas plasmáticas, incluindo fibrinogênio e fatores de coagulação;
● representa o sangue antes da coagulação;
● é essencial para exames que dependem de fatores de coagulação ativos, como testes de hemostasia, fibrinogênio e tempos de protrombina e tromboplastina parcial ativada;
● pode ser utilizado quando se deseja avaliar todas as proteínas plasmáticas de forma íntegra.
O plasma é, portanto, indicado sempre que a análise depender da presença de fatores de coagulação ou quando se busca uma visão completa das proteínas circulantes.
O soro é obtido após a coagulação do sangue, quando o coágulo é removido por centrifugação. Durante esse processo, o fibrinogênio e outros fatores de coagulação são consumidos, mas a maioria das proteínas plasmáticas, eletrólitos e hormônios permanece intacta.
● não contém fibrinogênio nem fatores de coagulação consumidos;
● mantém proteínas plasmáticas, hormônios e eletrólitos;
● ideal para exames bioquímicos, hormonais e serológicos;
● evita interferência de anticoagulantes nos reagentes e parâmetros medidos.
O soro é a escolha preferida em grande parte dos exames laboratoriais clínicos, pois fornece resultados confiáveis sem interferência química.
A escolha do material correto depende do exame solicitado:
● exames de coagulação, fibrinogênio ou provas de hemostasia → plasma;
● exames bioquímicos, hormonais e serológicos → soro.
Compreender essas diferenças é essencial para garantir a precisão dos resultados, evitar interferências pré-analíticas e apoiar diagnósticos veterinários mais confiáveis.
No ZooGene, a coleta e o processamento de amostras seguem protocolos rigorosos, garantindo a escolha correta entre soro e plasma de acordo com o exame solicitado.
Com tecnologia avançada, automação de ponta e equipe especializada, O ZooGene assegura:
● resultados precisos e confiáveis;
● interpretação segura dos exames;
● seu suporte completo ao médico-veterinário na rotina clínica.
Entender a diferença entre soro e plasma é mais do que conhecimento técnico: é uma etapa fundamental para garantir a confiabilidade dos exames laboratoriais e a segurança no diagnóstico veterinário.
O ZooGene oferece suporte completo, desde a coleta até a interpretação dos resultados, garantindo que cada análise seja realizada com qualidade e precisão, auxiliando médicos-veterinários a tomar decisões clínicas mais assertivas e confiáveis.
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Na medicina veterinária, as transfusões sanguíneas tornaram-se um recurso terapêutico cada vez mais frequente, tanto em casos emergenciais quanto em tratamentos prolongados. No entanto, a segurança transfusional depende de uma etapa fundamental: a tipagem e a compatibilidade sanguínea entre doador e receptor.
Assim como em humanos, cães e gatos possuem diferentes grupos sanguíneos, e nem sempre animais da mesma espécie ou até da mesma raça são compatíveis entre si. Ignorar essa avaliação pode resultar em reações transfusionais graves, com risco de hemólise, choque anafilático e até óbito.
A tipagem sanguínea é o exame que identifica o grupo sanguíneo de um animal, determinando quais antígenos estão presentes na superfície das hemácias. Essa informação é essencial antes de qualquer transfusão, especialmente em pacientes que já receberam transfusões anteriores ou em casos de anemias graves.
Os grupos sanguíneos caninos são classificados pelos antígenos DEA (Dog Erythrocyte Antigen). Os principais são DEA 1.1, 1.2, 3, 4, 5 e 7, sendo o DEA 1.1 o mais relevante do ponto de vista clínico.
Cães DEA 1.1 positivos só devem receber sangue de doadores também DEA 1.1 positivos. Cães DEA 1.1 negativos devem nunca receber sangue de doadores positivos, pois podem desenvolver reações hemolíticas graves em transfusões subsequentes.
A classificação é mais simples, mas a incompatibilidade é mais severa. Os felinos apresentam três tipos sanguíneos: A, B e AB.
Gatos do tipo A possuem anticorpos anti-B em baixo título. Gatos do tipo B possuem anticorpos anti-A em alto título, e uma transfusão incorreta pode causar hemólise aguda e fatal. Gatos AB são receptores universais, mas doadores restritos.
Por isso, a tipagem sanguínea felina deve ser obrigatória antes de qualquer transfusão, inclusive em pacientes que nunca foram transfundidos.
A prova cruzada, ou teste de compatibilidade, é o exame que avalia se há reação entre o sangue do doador e o do receptor antes da transfusão. Mesmo quando os tipos sanguíneos são compatíveis, podem existir anticorpos irregulares capazes de provocar reações transfusionais.
Existem dois tipos de prova cruzada:
● prova cruzada maior: mistura o soro do receptor com as hemácias do doador e avalia se o receptor possui anticorpos contra o sangue do doador.
● prova cruzada menor: mistura o soro do doador com as hemácias do receptor e avalia se o doador possui anticorpos que possam reagir com o sangue do receptor.
Um resultado incompatível indica risco elevado de hemólise, aglutinação e reações anafiláticas, sendo contraindicado o uso desse doador.
A compatibilidade sanguínea, portanto, é o último passo antes da transfusão, garantindo segurança e eficácia terapêutica.
Consequências da transfusão incompatível
Quando a tipagem ou a prova cruzada são negligenciadas, o paciente pode apresentar:
● hemólise intravascular aguda (destruição das hemácias transfundidas)
● choque anafilático
● insuficiência renal aguda
● coagulação intravascular disseminada (CIVD)
Por isso, a hemoterapia veterinária segura deve seguir os mesmos padrões de controle e rastreabilidade adotados na medicina humana.
O ZooGene, em parceria com o HemoZoo, oferece serviços especializados de tipagem e compatibilidade sanguínea para cães e gatos, garantindo suporte técnico e precisão diagnóstica aos médicos-veterinários.
Nossos diferenciais incluem:
● testes moleculares e imunológicos de alta sensibilidade
● equipamentos automatizados e controle de qualidade rigoroso
● corpo técnico composto por veterinários, biomédicos e biólogos especializados em hemoterapia animal
● atendimento rápido e suporte interpretativo para o clínico
Com essa parceria, o profissional tem acesso a resultados confiáveis, fundamentais para condutas transfusionais seguras e baseadas em evidência científica.
O médico-veterinário deve considerar a tipagem e o teste de compatibilidade sempre que:
● o paciente for transfundido pela primeira vez
● houver histórico de transfusões anteriores
● existirem anemias hemolíticas, doenças infecciosas (como erliquiose ou babesiose) ou alterações imunológicas
● o animal pertencer a banco de doadores
● for realizada cirurgia de grande porte com risco de hemorragia
Essas medidas preventivas reduzem complicações, melhoram o prognóstico e fortalecem a prática clínica baseada em protocolos seguros.
O ZooGene e o HemoZoo são referência em diagnóstico veterinário e hemoterapia animal, atuando lado a lado para garantir segurança, precisão e agilidade nos resultados laboratoriais.
Entre em contato e saiba mais
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Em muitos casos de triagem sorológica, o resultado 1:40 para leishmaniose gera dúvidas na interpretação clínica. Esse título, obtido pela Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), é considerado limítrofe e não permite confirmar nem descartar a infecção por Leishmania spp.
Para o médico-veterinário, compreender as nuances desse resultado é fundamental para conduzir o caso de forma segura, evitando diagnósticos equivocados e decisões terapêuticas precipitadas.
O ZooGene, referência em diagnóstico molecular veterinário, explica a seguir como interpretar corretamente esse achado e quais estratégias laboratoriais podem complementar a investigação.
A RIFI é um método sorológico que detecta anticorpos específicos anti-Leishmania spp.. Os resultados são expressos em títulos de diluição, indicando a concentração de anticorpos presentes na amostra.
● Títulos ≥1:80 são considerados reativos, sugerindo exposição significativa ao agente.
● Títulos ≤1:20 são considerados não reativos.
● O título 1:40 situa-se na zona cinzenta, em que há resposta imunológica mínima, podendo representar:
fase inicial da infecção (antes da soroconversão plena);
infecção subclínica ou autolimitante;
interferência de co-infecções (ex.: Ehrlichia canis, Babesia canis);
variações imunológicas individuais.
Por essa razão, o resultado 1:40 é interpretado como indeterminado e requer monitoramento sorológico e, idealmente, confirmação molecular quando o quadro clínico se mostra compatível com a doença.
Embora a RIFI seja amplamente utilizada por sua sensibilidade e praticidade, ela apresenta limitações inerentes à resposta imune do hospedeiro.
Anticorpos podem:
● demorar a ser detectados nas fases iniciais da doença;
● persistir mesmo após a resolução da infecção em níveis mais altos;
● sofrer interferência cruzada com outros agentes.
Dessa forma, o resultado 1:40 para leishmaniose deve ser interpretado no contexto clínico-epidemiológico e preferencialmente confirmado por métodos que detectem o agente etiológico diretamente, como a PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) e exames parasitológicos.
A combinação entre sorologia e PCR oferece maior acurácia diagnóstica:
● RIFI → evidencia resposta imune do hospedeiro;
● PCR → identifica material genético da Leishmania spp. diretamente nas amostras clínicas.
● Métodos parasitológicos ( citologia / histologia): identifica as formas parasitárias da Leishmania spp. em visualização direta.
O uso conjunto desses métodos é especialmente indicado em:
● casos com títulos baixos ou limítrofes (1:40);
● suspeitas clínicas com sorologia negativa inicial;
● acompanhamento de animais tratados, avaliando persistência ou eliminação do parasita;
● programas de triagem em áreas endêmicas.
No ZooGene, a PCR é realizada com tecnologia automatizada, garantindo alta sensibilidade e especificidade na detecção do DNA do parasito, reduzindo significativamente o risco de falsos negativos.
● Associar exame molecular (PCR) e parasitológico para confirmação direta do parasita.
● Correlacionar os achados laboratoriais com os sinais clínicos, histórico epidemiológico e exames complementares (hemograma, bioquímica sérica, proteinograma, citologia, histopatologia etc.).
● Registrar e monitorar a evolução do título ao longo do tempo, especialmente em animais assintomáticos ou expostos.
Essa conduta garante maior segurança diagnóstica e permite tomada de decisão baseada em evidências.
Diagnóstico confiável é com o ZooGene
O ZooGene é um dos principais laboratórios veterinários do Brasil, especializado em análises clínicas e moleculares de alta complexidade.
Oferecemos:
● equipamentos automatizados em todas as etapas do processo;
● protocolos validados e atualizados segundo padrões internacionais;
● equipe técnica composta por veterinários, biomédicos e biólogos especializados;
● controle rigoroso de qualidade e rastreabilidade dos resultados.
Com a experiência do ZooGene, o médico-veterinário tem à disposição ferramentas diagnósticas confiáveis para conduzir casos suspeitos de leishmaniose canina e felina com segurança e embasamento técnico.
O ZooGene é o seu parceiro em diagnóstico veterinário de precisão. Encaminhe suas amostras e conte com nossa estrutura para exames sorológicos e moleculares, incluindo RIFI, PCR, exames parasitológico e painéis completos para doenças infecciosas.
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O exame da medula óssea é uma ferramenta diagnóstica de grande valor na medicina veterinária, especialmente nos casos em que alterações hematológicas persistem sem causa aparente. Apesar de ainda gerar dúvidas ou receios, trata-se de um procedimento seguro, altamente informativo e, muitas vezes, decisivo para a elucidação diagnóstica.
A medula óssea é o principal órgão hematopoiético do organismo, responsável pela produção das células sanguíneas, hemácias, leucócitos e plaquetas. Qualquer alteração nesse processo pode refletir diretamente nos resultados do hemograma, tornando a avaliação medular fundamental quando o exame sanguíneo não é suficiente para explicar o quadro clínico do paciente.
A principal indicação para a realização do exame de medula óssea é a presença de alterações hematológicas persistentes ou inexplicadas, especialmente quando não respondem às abordagens iniciais ou não possuem causa evidente.
Entre as principais indicações, destacam-se:
● neutropenia persistente ou recorrente;
● trombocitopenia sem causa definida;
● anemia pouco regenerativa ou não regenerativa;
● pancitopenia;
● leucocitose ou leucopenia de origem indeterminada;
● suspeita de falha ou supressão medular.
Nesses cenários, o exame permite diferenciar se a alteração é decorrente de um problema de produção na medula óssea ou de fatores periféricos, como destruição ou consumo aumentado das células.
Além das alterações quantitativas das células sanguíneas, o exame de medula óssea é indispensável na investigação de neoplasias hematopoiéticas. Ele auxilia no diagnóstico, estadiamento e acompanhamento de diversas doenças onco-hematológicas.
Entre as principais condições avaliadas por meio do exame medular, incluem-se:
● linfomas, especialmente nos casos com infiltração medular;
● leucemias agudas e crônicas;
● mieloma múltiplo;
● mastocitomas sistêmicos;
● síndromes mielodisplásicas.
A análise citológica da medula óssea permite identificar alterações na maturação celular, presença de células neoplásicas e distúrbios na relação entre as diferentes linhagens hematopoiéticas.
Outro aspecto importante do exame de medula óssea é a avaliação das reservas de ferro do organismo. Embora exames séricos possam sugerir alterações no metabolismo do ferro, a medula óssea é considerada o local de referência para a avaliação direta desse mineral.
A identificação de reservas adequadas, reduzidas ou ausentes auxilia na diferenciação entre:
● anemia ferropriva;
● anemia de doença crônica;
● anemias associadas a processos inflamatórios ou neoplásicos.
Essa informação é essencial para direcionar corretamente a conduta terapêutica e evitar suplementações inadequadas.
O exame de medula óssea também desempenha papel fundamental no diagnóstico de doenças infecciosas sistêmicas, especialmente aquelas com tropismo pelo sistema mononuclear fagocitário.
Entre os agentes infecciosos mais comumente identificados na medula óssea, destaca-se:
● Leishmania spp.
A medula óssea é um dos tecidos de eleição para a detecção desse agente, sendo uma ferramenta valiosa no diagnóstico confirmatório da leishmaniose visceral canina, principalmente em casos com sorologia inconclusiva ou sinais clínicos inespecíficos.
Além disso, outros agentes infecciosos podem ser identificados incidentalmente durante a análise citológica.
As contraindicações para o exame de medula óssea são poucas e, na maioria das vezes, relativas. Com a avaliação prévia do estado clínico do animal e a escolha adequada do local de coleta, o procedimento apresenta baixo risco.
Quando realizado por profissionais capacitados, os benefícios diagnósticos superam amplamente os riscos, especialmente em casos complexos que desafiam o diagnóstico clínico e laboratorial convencional.
A interpretação do exame de medula óssea exige conhecimento técnico e experiência em hematologia veterinária. A análise deve sempre ser correlacionada com o hemograma, exames complementares e o quadro clínico do paciente.
No ZooGene, o exame de medula óssea é realizado e interpretado por uma equipe especializada, garantindo laudos precisos e suporte científico ao médico-veterinário. Essa abordagem integrada permite transformar achados laboratoriais em diagnósticos seguros e decisões clínicas mais assertivas.
O exame de medula óssea é um aliado indispensável na investigação de distúrbios hematológicos persistentes, neoplasias hematopoiéticas e doenças infecciosas sistêmicas. Sua realização permite compreender a origem das alterações sanguíneas e direcionar de forma adequada o diagnóstico e o tratamento.
Quando o hemograma não responde a todas as perguntas, a medula óssea oferece respostas valiosas.
Quando se fala em qualidade de exames laboratoriais, é comum associar os resultados à tecnologia dos equipamentos ou à interpretação do médico-veterinário. No entanto, uma parte significativa dos erros laboratoriais ocorre antes mesmo da análise, na chamada fase pré-analítica. Por isso, o erro pré-analítico é considerado o verdadeiro vilão silencioso do laboratório veterinário.
A fase pré-analítica compreende todas as etapas que antecedem o processamento da amostra no laboratório, incluindo a solicitação do exame, preparo do paciente, coleta, acondicionamento, armazenamento e transporte do material biológico. Pequenas falhas nesse processo podem comprometer totalmente a confiabilidade do resultado, mesmo quando a análise é realizada com excelência técnica.
Os erros pré-analíticos são todas as interferências que ocorrem antes da leitura analítica do exame e que alteram a qualidade da amostra. Eles são responsáveis pela maior parte das não conformidades laboratoriais e, muitas vezes, passam despercebidos na rotina clínica.
Entre os principais erros pré-analíticos, destacam-se:
● coleta inadequada da amostra;
● uso incorreto do tipo de tubo;
● volume inadequado de sangue no tubo;
hemólise;
hemodiluição;
armazenamento em temperatura inadequada;
atraso no envio da amostra ao laboratório;
identificação incorreta do material.
Essas falhas podem gerar resultados falsamente alterados, levando a interpretações equivocadas e impactando diretamente a conduta clínica.
A hemólise ocorre quando há ruptura das hemácias, liberando o conteúdo intracelular no plasma ou soro. Esse processo pode acontecer devido a coleta traumática, uso inadequado de agulhas, agitação excessiva do tubo ou transporte inadequado da amostra.
A presença de hemólise pode interferir em diversos exames, causando:
● aumento falso de potássio, fósforo e enzimas;
● alteração de parâmetros bioquímicos;
● dificuldade na leitura automatizada;
● necessidade de rejeição da amostra.
Em muitos casos, a hemólise não é percebida visualmente pelo clínico, mas é identificada no laboratório durante o controle de qualidade.
A hemodiluição ocorre quando há contaminação da amostra com fluidos, como soluções intravenosas, ou quando o volume de sangue no tubo não respeita a proporção correta com o aditivo.
Esse erro pode resultar em:
● diminuição falsa de proteínas e células;
● alterações em eletrólitos;
● resultados incompatíveis com o quadro clínico;
● dificuldade na interpretação do hemograma e da bioquímica.
Por isso, respeitar o volume indicado em cada tubo e evitar coletas em acessos venosos com infusão ativa são cuidados essenciais para a qualidade da amostra.
Mesmo quando a coleta é realizada corretamente, falhas no armazenamento e transporte podem comprometer a amostra. Temperaturas inadequadas, exposição à luz, vibração excessiva e atrasos no envio ao laboratório afetam a estabilidade dos analitos.
Entre as consequências mais comuns estão:
● degradação de enzimas e hormônios;
● alterações no pH da amostra;
● proliferação bacteriana;
● perda da viabilidade celular.
Cada tipo de exame possui recomendações específicas de conservação, e o não cumprimento dessas orientações aumenta o risco de resultados imprecisos.
Os erros pré-analíticos não afetam apenas o laboratório, mas impactam diretamente o atendimento clínico. Resultados alterados podem levar a:
● diagnósticos incorretos;
● tratamentos desnecessários;
● atraso na tomada de decisão;
● necessidade de recoleta;
● aumento de custos e estresse para o tutor e o paciente.
Em casos mais graves, um erro pré-analítico pode mascarar doenças importantes ou sugerir condições inexistentes, colocando a saúde do animal em risco.
No ZooGene, a qualidade é prioridade em todas as etapas do processo. A equipe técnica e de qualidade monitora rigorosamente cada amostra recebida, avaliando aspectos como integridade, volume, presença de hemólise e condições de transporte.
Quando qualquer interferência é identificada, o laboratório:
● entra em contato rapidamente com o cliente;
● orienta sobre a possível interferência no resultado;
● sugere soluções, como recoleta ou exames complementares;
● garante transparência e segurança na liberação dos laudos.
Essa comunicação ativa é fundamental para assegurar diagnósticos confiáveis e fortalecer a parceria com os médicos-veterinários.
A prevenção dos erros pré-analíticos depende de boas práticas e padronização dos processos. Algumas medidas essenciais incluem:
● treinamento contínuo das equipes de coleta;
● escolha correta dos tubos e materiais;
● respeito ao volume indicado;
● identificação adequada das amostras;
● acondicionamento e transporte corretos;
● alinhamento constante entre clínica e laboratório.
Essas ações simples reduzem significativamente a ocorrência de falhas e aumentam a confiabilidade dos exames.
O erro pré-analítico é silencioso, mas seus impactos podem ser profundos. Reconhecer sua importância é fundamental para garantir resultados laboratoriais precisos e decisões clínicas seguras.
No ZooGene, cada detalhe é cuidadosamente monitorado para transformar amostras em diagnósticos confiáveis. Nosso compromisso com a qualidade vai além da análise: começa na orientação, passa pelo controle rigoroso e se completa no suporte científico ao médico-veterinário.
Porque no diagnóstico laboratorial, cada detalhe conta, e a excelência começa antes mesmo do exame.
O leucograma é uma das ferramentas mais importantes da hematologia veterinária, pois reflete de forma direta a resposta do sistema imune e o funcionamento da medula óssea diante de diferentes estímulos fisiológicos e patológicos. Alterações como leucocitose, leucopenia e desvios no padrão de maturação dos leucócitos fornecem informações valiosas sobre processos inflamatórios, infecciosos, imunológicos e até endócrinos.
Interpretar corretamente essas alterações exige não apenas a análise dos valores absolutos, mas também a avaliação da distribuição das células, da morfologia celular e do contexto clínico do paciente.
O leucograma é a parte do hemograma responsável pela avaliação quantitativa e qualitativa dos leucócitos, incluindo neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos. Ele permite identificar padrões de resposta inflamatória, imunológica e medular.
Mais do que números, o leucograma revela como o organismo está reagindo a desafios internos ou externos, funcionando como um verdadeiro retrato da atividade imunológica naquele momento.
A leucocitose é caracterizada pelo aumento do número total de leucócitos circulantes. Essa alteração pode ocorrer por diferentes motivos, sendo a neutrofilia a alteração mais frequentemente observada.
Entre as principais causas de leucocitose, destacam-se:
● processos inflamatórios agudos;
● infecções bacterianas;
● resposta ao estresse;
● uso de corticosteroides;
● necrose tecidual;
● algumas neoplasias.
Em processos inflamatórios agudos, a neutrofilia ocorre devido à liberação de neutrófilos maduros armazenados na medula óssea e nos compartimentos marginais. Quando a demanda é intensa, a medula aumenta sua atividade para suprir o consumo periférico.
A leucopenia é definida pela redução do número total de leucócitos no sangue periférico e representa uma condição de maior risco clínico, pois indica diminuição da capacidade de defesa do organismo.
As principais causas de leucopenia incluem:
● infecções virais graves;
● endotoxemia;
● septicemia;
● depressão ou falha medular;
● consumo excessivo de neutrófilos em processos inflamatórios intensos;
efeitos adversos de fármacos.
Em muitos casos, a leucopenia ocorre quando há esgotamento das reservas de neutrófilos da medula óssea, situação que pode evoluir rapidamente para quadros graves se não for identificada e tratada precocemente.
O desvio à esquerda é caracterizado pela presença aumentada de neutrófilos imaturos, como bastonetes, no sangue periférico. Essa alteração indica que a medula óssea está liberando células ainda não totalmente maduras para suprir uma demanda inflamatória aumentada.
O desvio à esquerda é comumente observado em:
● infecções bacterianas;
● inflamações intensas;
● necrose tecidual;
● processos sépticos.
Quando o desvio à esquerda é acentuado e acompanhado de alterações tóxicas nos neutrófilos, como vacuolização citoplasmática, grânulos tóxicos ou corpúsculos de Döhle, o achado sugere inflamação sistêmica de maior gravidade e pior prognóstico.
O desvio à direita é caracterizado pela presença de neutrófilos hipersegmentados, ou seja, células mais maduras que permaneceram por mais tempo na circulação.
Essa alteração pode indicar:
● resposta medular retardada;
● processos inflamatórios crônicos;
● fase de recuperação de processos inflamatórios;
● uso prolongado de corticosteroides.
Diferentemente do desvio à esquerda, o desvio à direita não indica inflamação ativa intensa, mas sim uma modulação da resposta inflamatória ao longo do tempo.
Além da contagem absoluta dos leucócitos, a avaliação da morfologia celular é essencial para a interpretação correta do leucograma. Alterações morfológicas fornecem informações adicionais sobre a gravidade e a cronicidade do processo.
Entre as principais alterações morfológicas observadas, destacam-se:
● toxicidade neutrofílica;
● vacuolização citoplasmática;
● granulação tóxica;
● corpúsculos de Döhle;
● alterações degenerativas.
Esses achados reforçam a necessidade de avaliação microscópica criteriosa, complementando os dados fornecidos pelos analisadores automatizados.
Nenhuma alteração do leucograma deve ser interpretada de forma isolada. A correlação com o quadro clínico, histórico do paciente, exames complementares e evolução temporal é fundamental para um diagnóstico assertivo.
O mesmo padrão leucocitário pode ter significados diferentes dependendo do contexto, da espécie, da idade e da condição clínica do animal.
No ZooGene, a análise do leucograma vai além da liberação de valores numéricos. Cada amostra passa por avaliação criteriosa da morfologia celular, garantindo a identificação de alterações relevantes que impactam diretamente a interpretação clínica.
A equipe técnica e científica do ZooGene está preparada para oferecer suporte na leitura dos resultados, auxiliando o médico-veterinário na condução dos casos e na tomada de decisões mais seguras.
Leucocitose, leucopenia e desvios no leucograma são reflexos diretos da resposta do organismo frente a inflamações, infecções e alterações da medula óssea. Avaliar o leucograma completo, com atenção aos valores absolutos e à morfologia celular, é essencial para compreender o estágio, a intensidade e a gravidade do processo inflamatório.
No diagnóstico laboratorial, cada célula conta uma história e o leucograma revela a resposta do organismo.
Sexta também é dia! Um excelente dia de trabalho a todos!
Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), está estimado uma